LIVRO ZEN ORIGAMI

Mandalas in action integrantes do LIVRO "ZEN ORIGAMI" no qual estou trabalhando.

07 fevereiro 2022

( para Quino) MAFALDA

 ( para Quino)  MAFALDA 

 ( diagrama e vídeo tutorial) 


Essa personagem super popular e querida,  criada por Quino por volta dos anos 60, é  figura inesquecível no imaginário de muitos de nós que atravessamos os anos 60 entre infância e adolescência. Em sua constante preocupação com os direitos humanos e questionamentos a respeito do mundo em que vivemos, o que diria ela  dos dias de hoje? 


Há muito em queria criá-la em origami, mas foi só no ano passado, durante a pandemia  que aconteceu.  Assim que a publiquei, Regina Magarotto se encantou e pediu para ensiná-la juntamente com Celina Sakamoto.  Aceitei e só agora, na  dança complicada de nossos cotidianos,  encontramos tempo para  essa partilha.

 
Celina Sakamoto porém sugeriu ir além: num trabalho primoroso, fez o  diagrama dessa mocinha simpática todo desenhado à mão!  É um trabalho tão limpo e tão incrível que fico imaginando como alguém pode diagramar com tanta perfeição e alegria.
Mas ela também está com explicações em vídeo para os que ainda não se familiarizaram com diagramas. Você encontra o tutorial em vídeo aqui, no  canal  da   Sandra Gobert, e além de explicar como se faz, ela  também vai mostrando como traduzir a simbologia do origami na prática, dobrando sobre as folhas diagramadas pela Celina. 

 Eu pessoalmente, adoro criar origamis... já  quanto a fazer os tutoriais, é outro departamento:  sinto como se de alguma forma isso me subtraísse o tempo  sagrado da criação e não me traz prazer, rs.  Assim sendo, sou muito grata à ambas por essa oportunidade de ter o tutorial da Mafalda num trabalho encantador para atender a tantos pedidos.  



Abaixo  você encontra o diagrama. Divirta-se!



Lista de materiais: 
 Você pode imprimir os papéis abaixo caso não os tenha nas cores desejadas. Já estão com o tamanho sugerido, embora  mantendo as proporções, ela possa ser bem maior ou mesmo pequenininha. 





Cabeça/ Corpo:
Franja:
Cabelos: 
Pernocas:
Meias:
Sapatos: 
Vestido: 
Lacinho: 
Aqui temos duas opções. O laço que usei  de início quando criei a Mafalda foi um de grande circulação na internet, muito gracioso, de autoria de Lee Hyekyung. Tentei pedir "aquela época autorização para o uso com créditos, mas ela não visualizou e portanto, não pode responder. Então eu fiz um modelo bem simples, que ganhava volume, afastando-se as duas faces, mas mesmo assim, ficou muito reto - eu tinha a impressão de que  sobre a cabeça dessa mocinha, parecia um disco voador,  rs.  
A Celina Sakamoto criou um lacinho lindo, gostoso, fácil de fazer , que eu adorei e com a silhueta perfeita de um laço, como Mafalda merece! E ela  gentilmente, disponibilizou também o diagrama desse modelinho: 
Montagem final



 Deixemos agora a Mafalda ser cidadã do mundo também em origami.  
Gratidão mais uma vez à madrinha da Mafalda em origami: Regina Magarotto , à  Celina Sakamoto por tornar esse diagrama possível e a Sandra Gobert por ter se oferecido para fazer o vídeo  em seu canal para todos. 












































17 setembro 2020

RESISTE PANTANAL!

RESISTE PANTANAL!


 " Todas as tardes

rego as plantas de casa.

Peço perdão às árvores
 pelo papel em que planto
                                   palavras de pedra
                                   regadas de pranto.
                                                        (Astrid Cabral) 
Mas que resistas, Pantanal em tuas muitas vidas, bichos e plantas, na luta assombrosa da minha Pátria e na ferida aberta de nosso coração que sangra!

21 agosto 2020

RAY BRADBURY

  RAY BRADBURY


 Amanhã seria aniversário de cem anos de Ray Bradbury  , nada menos que o meu escritor preferido. Tenho muitos escritores no coração, mas ele, com sua mágica  fantasia, certamente encheu por muitos anos minha vida de momentinhos bons de alegria e imaginação. Obrigada, Ray, para quem  em agradecimento, criei muitas estrelas de papel, algumas delas com tutorial aqui no blog. 

 Ontem, em São Paulo, partiu da terra uma tia minha muuuuuuito querida por toda a família, um ser humano raro, desses que passam por aqui cumprindo com dignidade toda a sua proposta e que deixam infinitos exemplos e sinais para que lancemos mãos em nossa jornada.

Vai fazer falta, mas estará presente a cada vez que um de nós tentarmos nos superar para sermos seres humanos melhores, como ela sempre conseguiu. Então, Ray, receba tia Marina por aí e lhe conte muitas histórias lindas, fantásticas e mágicas. Sei que o fará.


https://zenorigami.blogspot.com/2013/10/ray-9.html

https://zenorigami.blogspot.com/2013/09/ray-1.html

https://zenorigami.blogspot.com/2013/10/ray-7.html

https://zenorigami.blogspot.com/2013/09/ray-3.html

https://zenorigami.blogspot.com/2013/09/ray-451.html

https://zenorigami.blogspot.com/2014/10/um-ceu-de-origami.html


Para quem não leu Ray Bradbury, eu recomendo começar por " O vinho da Alegria" ou  "Os frutos dourados do sol".  Ambos, apaixonantes .

E fica o link do site dele, uma grande viagem: https://raybradbury.com/

19 julho 2020

QUAL O SEU CHÁ PREFERIDO?

QUAL O SEU CHÁ PREFERIDO?

Xícaras são uma paixão antiga,  eu pretendia há muito tempo criá-las em papel e tinha certeza de que chegaria o momento, mas imaginava que esse projeto aconteceria lá na frente, num lugar chamado futuro (e esse lugar existe?)
Embora já houvesse criado algumas em papier machê que integraram Mil Vezes Papel, minha individual de 2015 no Instituto Cultural Germânico, a idéia ficou guardada num cantinho da memória, acalentada pela certeza de que em algum momento um papel chegaria plano às minhas mãos e pouco depois estaria transmutado em  xícaras de origami.
No início de minhas incursões nas dobras, comecei com modulares. Amava dobrar milhões de módulos idênticos e depois montar com eles um único modelo.  Mas no processo do trabalho com papel, isso foi mudando. Até mesmo dobrar o outro pé de um par de sapatos, muitas vezes acaba dando espaço a  criação de um outro modelo.  Não gosto mais de repetir, ou minhas mãos não gostam, ou o papel tem vontade própria de ser outro e eu simplesmente me entrego. Além disso, para mim o minimalismo  tem sido um convite, um desafio e um prazer.  Percebo desde cedo uma identidade grande com aquilo que remete ao feminino: formas contenedoras como caixas, vestidos e outros modelos com espaços internos para acolher. E assim escutei o chamado das  xícaras.
Não diria que é exatamente uma escolha. Eu pego o papel e simplesmente são essas as formas que acontecem. Durante a quarentena, estou longe de todo o meu vasto material de trabalho(e cheia de saudades)  e então,  simplificar, minimizar e aproveitar o possível tem me alinhavado os dias.
A xícara  e o pires acima foram criados  com filtro reaproveitado de café, entre outros papéis que tenho por aqui. 
Mas foi imediatamente antes de criar a primeira que me deparei meio ao acaso (!?) , com um trabalho sobre plantas que acendeu em mim o velho amor pelos aromas e pelos chás. Já passei anos de minha vida abrindo sem pudeores embalagens de cosméticos para colar o nariz e inspirar o perfume do que continham  e curtindo chás diariamente quase como um ritual. 

Chás saborosos, perfumados, terapêuticos, colhidos do quintal à beira-rio quando eu morava no vale. 
Hoje, o cheiro dos chás me remete sempre àquele período mágico de morar tão próxima da natureza, seus silêncios, suas pausas, seus cheiros e estações. Há alguns dias atrás eu havia comprado camomila (= matricaria =útero)  para retomar o hábito dos chás noturnos, e então cheguei  na Palmira Margarida e sua relação sensorial e muito sensível com  as plantas, começando o trabalho dela justamente pela camomila! Naquela mesma noite, senti que havia chegado o momento - fiz o chá o chá e comecei a produção que estava em suspenso dentro de mim, apenas esperando para brotar.


 Um chá? 










15 julho 2020

POR ONDE ANDAS?

POR ONDE ANDAS?

Uma casinha de papel muito fácil e simples, construída a partir de um retângulo e que além de servir como caixa para presentes, ainda pode ser trabalhada para virar luminária, como nos exemplos que posto abaixo para vocês. 
 Pode parecer desafiador quando você vir quantas fotos há no tutorial, mas apenas porque eu quis especificar bem, como faço, considerando que muita gente que jamais dobrou um barquinho, possa se interessar e precisa também entender ( embora para qualquer dúvida, seja só registrar nos comentários - abaixo da postagem- que responderei oportunamente.) Depois de dobrar a primeira, você há de concordar comigo e achar muito muito simples !




TUTORIAL: 
1- Eu usei um retângulo de papel com 29,5 cm x 12,5 cm. Essas são as medidas padrão, mas você pode aumentá-las em escala maior ou menor, desde que mantidas as proporções. Se optar pelas medidas acima, o trabalho pronto ficará com: 5,5 cm x 4,5 cmx 7,0 cm

 2 - para fazer os vincos verticais ( v.f.)  é só seguir as medidas indicadas abaixo: 
 3 - e então, faremos os vincos horizontais (v.f.) dividindo papel em três partes segundo as medidas citadas: 
 4 -   o resultado será assim: 
 5 e então, as quatro diagonais conforme a foto 
 6- devemos ter alcançado essa forma: 
 7 - e a seguir, os vincos abaixo ( m.f.) em azul 
8- então é só dar forma aos vincos feitos anteriormente e teremos isso ( foto parcial  apenas  mostrando o lado direito do modelo) 
atenção: daqui para a frente, divido o fotograma com papéis em cores diferentes que indicam também formas parecidas na seqüência, mas que devem ser seguidas individualmente
 ***- para os iniciantes, oriento seguirem as fotos da casinha amarela, que é  a que tem dobras mais simples, mas pedem maior delicadeza para o fechamento perfeito do telhado.
 *** para quem já tem prática com origami, oriento fortemente a casinha listrada que ficará com melhor acabamento e terá fechamento mais simples  é só rolar a página para baixo e seguir as fotos a partir do passo 9 lá. 
9 - note que os triângulos formados irão aos poucos se sobrepondo
10- assim...
 11 e se você girar um pouco o modelo, já é possível enxergar a primeira parte do telhado e as paredes começando a ficar em pé... êbaaaaaaa!!!!!
12 - do lado esquerdo, você deve repetir a mesma seqüência de dobras ( passos 8 a 11) e conseguirá visualizar os telhados e a casa inteirinha com um espaço interno para guardar bombons, mimos e outras delícias.

 13- agora vamos sobrepor um lado ao outro do telhado, encaixando-os com cuidado para um bom ajuste.
14-  dica: pressione com leveza a parte que escolheu para ficar por baixo, o que facilitará a sobreposição.
15- agora é só pressionar as duas partes 
16- até um perfeito ajuste:  prontinha! 
Para melhor acabamento, o modelo listrado segue abaixo, um passo a passo bastante semelhante, mas inclui duas dobras que não aconselho a quem ainda não desenvolveu intimidade com origami.

9- ficam assim as dobras anteriormente marcadas no lado direito e esquerdo do modelo.
10- e agora, vamos fazer (v.f) uma pequena barrinha (não há medida ideal, você deve fazê-la tão fina quanto for capaz para que o telhado e a casa não fiquem com afastamento visível entre eles.
Se você ampliar a foto a seguir, verá que a dobra feita agora, deverá ir até onde encontre a diagonal azul (m.f.). Marquei com um ponto amarelo para facilitar o entendimento.
11- esse é o resultado: 
12- e então, vamos refazer as dobras anteriormente vincadas que darão a construção do telhado. 

13- com o fechamento completo,  o telhado fica com essa forma: 
14- já dobrado tanto do lado esquerdo quanto do direito:  
 15- preparando o fechamento...
16- aqui,  na transição, antes do completo fechamento, fica parecido com uma barraquinha de pipoca 
17- e completando o encaixe, teremos a casinha pronta!  
( a casinha listrada foi feita com um reângulo de papel menor, reduzindo todas as medidas em 50% e portanto fica com metade da medida da amarela quando pronta)