LIVRO ZEN ORIGAMI

Mandalas in action integrantes do LIVRO "ZEN ORIGAMI" no qual estou trabalhando.
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22 maio 2020

VESTIDO PARA ACOLHER O DESAMPARO

VESTIDO PARA ACOLHER O DESAMPARO

Nascido em tempos de recolhimento e renovação, os mesmos em que a humanidade e o mundo se perguntam: quais as mudanças que o planeta espera de nós? E é em meio às nossas interrogações, à nossa solidão tão compartilhada - e que traz cada um de nós de encontro à sua essência que me veio esse pequeno vestido. Com mangas que abraçam, saia longa para aquecer e algumas dobras para tempos de pausa e espera. 
Pode ser também usado como marca páginas com uma singularidade: é capaz de separar uma seqüência delas de uma só vez, marcando a um só tempo duas páginas separadas.
Abaixo uma das formas de utilizá-lo:

ou, encaixando a ponta da página na base da cintura  
 podemos conseguir que com a abertura nas costas, a blusa/xale seja a  entrada para a ponta da outra página, sem desmarcar a primeira.

TUTORIAL:
1- Usei para o vestido colorido acima um quadrado de papel de 7,5 e um círculo com diâmetro de igual medida.
 Com o círculo, fiz a parte superior do vestido, que tem o passo a passo no fotograma do manto de Buda, que você encontra aqui no blog. E então, seguimos, pois precisaremos apenas dobrar a saia.
2- o quadrado será dividido ao meio na vertical, depois em quatro partes e cada uma delas em mais duas partes, até que consigamos que o quadrado tenha oito partes iguais.
3- se visto de costas, ficou assim.
 4- hora de fazer o acabamento das bordas, dobrando a extremidade do papel para dentro:
5 - e agora você faz as pregas como desejar: todas para a esquerda, ou todas para a direita, pode alternar metade para cada lado como escolhi fazer ou criar um outro caminho. E a conexão dos módulos é igual a que você encontrará aqui no blog mesmo, no fotograma de Rumi.
  E ainda há opção de dobrar o papel quadrado em apenas 4 partes e fazer uma espécie de kimono  着物, きもの   .
Mas... não terminamos aqui! Podemos fazer o vestido com dois módulos circulares também:
É o mesmo processo e há outras idéias que você pode encontrar na minha página: 

E já que falamos em quimonos, 
ou kimonos... aqui há um outro que criei e publiquei o tutorial  - também com  apenas uma folhinha de papel circular ( que amo tanto!)

Aproveite as pausas, respire, acolha, acolha-se e sigamos ... tudo passa.




10 maio 2020

ESTRELA da TRIBO

ESTRELA  da  TRIBO                                                         


A Estrela da Tribo, também criada como trabalho final do curso de meditação da Tribo Inspire, tem um jogo cromático muito bacana: ela fica com o colorido perfeitamente invertido se vista de frente ou de verso. Tem a seqüência de dobras iniciais semelhantes a da Mandala Inspire e depois segue por outros caminhos.


 Para dobrá-la, vamos precisar de oito papéis quadrados no tamanho desejado. Você pode escolher qualquer medida, desde que sejam quadrados iguais. Eu usei de 7,5 x  7,5 cm, uns papéis deliciosos de dobrar que ganhei há muito tempo da Carol Sem Salto, numa caixa imensa cheia de divisões e caixinhas recheadas de todo tipo de papel nacional ou importado, com padrões conhecidos ou raros, uma fartura muito além da que qualquer origamista pode sonhar e que uso até hoje.
TUTORIAL
1- Marque o papel vincando-o em oito partes iguais como mostra a foto abaixo:
2 e dobre-o até obter o seguinte resultado:
3 - Fica assim:Agora você vai levar a ponta da esquerda até a ponta da direita, veja as fotos seguintes.
4 - Com as duas pontas unidas, a parte verde fica para dentro, escondida.
5 -  e com cuidado faremos essa dobra na marca vermelha ( V.F.) só na primeira camada de papel...
6 - reabrindo a ponta que fechamos no passo 3. E a parte interna aparece de novo.
7- Hora de dobrar as "asas" para trás, veja:
8- Vire de costas o módulo e ele estará conforme a foto a seguir:
9 - Mas como foi só para demonstrar, vamos virá-lo novamente de frente. E dobrar para trás aquele pequeno triângulo sob a linha azul (M.F.)
10- Eis o resultado - do lado esquerdo, a ponta traseira fica mais curta que a do lado direito que ainda tem o triângulo intacto.
11- Para concluírmos o módulo com aparência ótima e  novo encaixe para firmar, viramos o módulo de costas outra vez e gentilmente abrimos a aba da direita...
 11- Soltando a aba interna que estava escondida...
 12 e colocando de volta no lugar a aba que havíamos aberto no passo 10
 13 - Quase lá! Vamos conectar os oito módulos?  Vire então os módulos de frente e veja, aquela pontinha verde do módulo da direita, entrará no bolso triangular branco do módulo à esquerda.
 14- Eles vão se encaixando sempre dessa forma. Eu não gosto de usar cola, mas você pode lançar mão desse recurso se prefeir.
 15 - Módulos totalmente encaixados. Agora é só fazer o mesmo com os que faltam.
16 e olha o resultado aí:
de frente...
e vista pelo verso...
Gostou? Então, mãos a obra, aproveite o isolamento e ilumine...e se ilumine!















15 junho 2016

SAPATARIA

Eu tento sair dos sapatos, mas eles não saem de mim, rs... Alguns dos que estão abaixo, tem diagramas aqui no blog ( como o sapato de lego); outros são novos e alguns ainda nem fotografei.
Além da paixão por sapatos de origami, agora tenho outra, mas ainda não conto... em fase de produção e pesquisa.

Os leitores e leitoras que desejarem ver com maiores detalhes os sapatinhos da foto acima, podem visitar a página do face:

28 março 2016

LÁ NO HORIZONTE

LÁ NO HORIZONTE

Há algum tempo atrás, eu brinquei aqui, dizendo que "ia abrir uma sapataria" . Quando pego agora papéis para dobrar...só nascem sapatos! Anos atrás, saíam cestas, em série.  Não escolho e nem dicuto. Se "a pessoa é para o que nasce" eu dobro e pronto.
"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. 

Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar." 
Eduardo Galeano.

14 março 2016

SAPATO VELHO

"Habituamo-nos a determinados padrões e condutas que se tornam nosso sapato. É com ele que caminhamos pela vida. Tal como a realidade que precisa ser vista por trás de lentes e véus, porque é abrasiva demais para a consciência humana, o sapato representa a proteção indispensável entre o ser e o seu meio. Nesse processo há uma importante interação entre os pés e o sapato. Ele nos protege pela sola, mas para que cada passo seja confortável ao pé e para que ele não se desapegue, é preciso que o corpo do sapato vá se ajustando à nossa forma.
O chão no entanto, é o pavimento da vida e ele não se ajusta à nossa pisada. De tanto em tanto, temos que retirar o sapato e tocar o solo com a planta do pé.Encontramos então sob ela uma superfície irregular e desconfortável que pode até nos ferir. Mas esta será uma experiência singela de libertação e expansão. Sentir o chão é reencontrar a vida.
(...) Os sapatos, embora úteis, não deixam de ser uma superfície artificial que nos isola do solo vivo. Sair da constrição desses fundamentos nos faz conhecer o alívio e a possibilidade de expansão.
E aí,  muito além da proteção e do conforto do sapato, podemos conhecer o que é essencial." 
trecho do livro "Tirando os sapatos - Nilton Bonder 


17 janeiro 2016

DIZ QUE FUI POR AÍ...

DIZ QUE FUI POR AÍ
Esse sapato, feito com dois pedaços de papel quadrado, ainda está em estudo: achei largo o espaço que abraça as laterais do pé, mas para o encaixe dos módulos, no momento, foi o que consegui...





03 janeiro 2016

AÉREA (borboleta)

AÉREA é mais uma borboleta para a coleção. Foi criada com a folha de um pequeno bloquinho de anotações que ganhei de presente. Ficou  com um design diferente das anteriores, mas acho que pode ainda ser aperfeiçoada. 







01 janeiro 2016

GRATIDÃO (mais uma vez)


GRATIDÃO 
 Com carinho, para os leitores e origamigos, desenhei o diagrama desse pequeno origami que já estou usando  para a nova série de "HIDRÁULICOS" e que serve também à montagem de kusudamas. Grata pelo ano que passou, desenhei-o ontem, fechando as dobras de 2015. Agora, novos tempos, novas dobras e criatividade sempre, para todos nós!