LIVRO ZEN ORIGAMI

Mandalas in action integrantes do LIVRO "ZEN ORIGAMI" no qual estou trabalhando.
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29 setembro 2013

VARAL de PAPÉIS e alguma POESIA

Pintar papéis, eu comecei na infância com minha mãe. Passávamos longas horas fazendo isso e mesmo depois, quando ela já estava velhinha e eu nem fazia origami, ainda nos divertíamos em tardes chuvosas pintando o sete. Quando comecei as dobras, ela já se fora e a princípio, eu buscava saber quais os papéis mais adequados ao origami. Até descobrir que todo papel tem seu origami possível. Os que não se aplicam a determinado modelo, serão os melhores para outros. Raros são os que não servem para origami algum. Mas bom mesmo, bom mesmo, é quando a gente começa a fazer o próprio papel. Já fiz isso e postei no blog. Os artesanais, ainda foram poucos - há muito a experimentar, com folhas, fibras. Pintá-los no entanto, é um caso de amor muito antigo.
Os papéis prometidos aos leitores aqui no blog,  ficaram prontos e seguirão para seus destinos ainda esta semana. Foram todos produzidos em técnica mista, somando experiências e conhecimentos que eu trazia na bagagem, no perfume da lancheira de infância, bolsinhos de jardineiras antigas, cantos do guarda-roupa, baús, gavetas, memórias (bem) afetivas.
Aproveitei dias de sol para trabalhar ao ar livre e para que secassem no varal. Da próxima vez, lembrarei de fotografá-los ao vento - quase me senti na Índia - era um visual lindo de fileiras de bandeirinhas coloridas dançando contra o céu azul.
Lancei mão de materiais nacionais e importados, papéis em gramaturas diferentes, pigmentos diversos e obtive um resultado original que não conseguiria reproduzir idêntico.
A partir daí, novas idéias vieram que serão testadas em outro momento. Alguns ficaram craquelados, não só na pintura, mas também na textura.
Experimentei o que há tempos queria: a técnica do "FALSO WASHI" descoberta por Giovana de Luca, filha da Claudinha de www.panoepapel.blogspot.com.br - um lugar com trabalhos geniais, pois além de papel, ela pinta e borda coisas fantásticas entre as quais, compartilhou generosamente a técnica que de fato deixa o papel delicioso para o toque.
Terei que fazer de novo - primeiro, porque foi puro prazer, depois, para obter um resultado mais homogêneo. 
Alguns rasgaram a borda, ou por serem finos demais, ou pela resistência; outros, na hora de passar, não ficaram muito planos, mas eu costumo usar os "erros" a meu favor, e vou experimentá-los craquelados, acho que dará aos origamis uma superfície nova e bacana.
"Até que um dia, por astúcia ou por acaso, 
depois de quase todos os enganos,
ela descobriu a porta do labirinto.
Nada de ir tatuando os muros como um cego.
Nada de muros.
Seus passos tinham
- enfim! -
a liberdade de traçar
seus próprios labirintos."
(Mário Quintana)
"Uma sensação...
de partir em várias direções ao mesmo tempo.
E mesmo que eu consiga
fazer algum progresso
não estou nem um pouco convencido
de que vá me levar
aonde penso estar indo."
(Paul Auster)

O azul do papel nasceu tão mágico que me fez recordar do livro:  "Para viver com poesia".
"olhar por outro ângulo, para levar a infância a sério, para despertar a fantasia, para ver com olhos de primeira vez, para perceber a arte, para chegar mais perto dos poetas, para notar diferenças, para alimentar mistério, para reparar, para mirar no espelho, para encarar, para seguir em frente, para ler em boa companhia, para clarear sentimento, para provocar inquietude, para amansar o coração, para dar corda na preguiça, para suspeitar, para aproveitar o percurso, para viver com poesia".

 "A beleza aqui é como se a gente bebesse em copo, taça, longos preciosos goles, servida por Deus.É de pensar que também há um direito 'a beleza;  que dar a beleza a quem tem fome de beleza é também um dever cristão"
.(Guimarães Rosa)




28 setembro 2013

PAPÉIS SINGULARES


Foi preciso um tempo sem postar para poder pintar... é que fiquei tão empolgada com o processo de estampagem dos papéis, que acabei fazendo em número muito maior do que havia imaginado. Foi tempo de brincar. Além dos papéis mostrados nas fotos que seguem, há muitos e muitos ainda, felizmente prontos e que pretendo fotografar amanhã. São todos dupla face e únicos - não há modelos iguais.
Aos leitores que solicitaram, aviso que até terça, serão postados via correio no endereço que indicaram e a seguir, mandarei a cada um o número de registro para que possam rastrear o envio. Os do Brasil, chegam logo, os que vão para o exterior, tem um prazo de até 15 dias a partir da postagem para o recebimento. Até lá, é só ir escolhendo o que dobrar com eles. 




11 setembro 2013

A FESTA QUE ESTÁ POR VIR...

Olhem só o tamanho da "confusão' que me espera... Há algum tempo, resolvi pesquisar com papéis em formato não quadrado. De triângulos a decágonos ( por enquanto?). O desafio era criar ao menos um origami com cada polígono. Etapa vencida. Gostei da idéia e agora, sem desafio, mas unicamente pelo prazer, resolvi continuar. Os papéis das fotos abaixo, comecei a pintar hoje, mas ainda não estão prontos...


30 abril 2013

ALEGRIA de ORIGAMISTA


Semana passada, 'as pressas no centro do Rio, encontrei uma loja com vários papéis lindos: 8 folhas de 50x64 cm  em cada embalagem, double face, estampas variadas, e todas bonitas.  Fiquei louca! Além de tudo, ainda havia oferta: cada conjunto custava R$1,50, mas levando mais de seis deles, saia por apenas R$1,00. Advinha...
A foto acima e as duas abaixo, são desses papéis. Ao chegar, espalhei-os todos e fiquei namorando... tão bonitos, me deram tanto prazer!


Quando eu comecei a fazer origamis de verdade, tinha medo de não conseguir os papéis mais indicados. Fazia como podia  - e até hoje, gosto de aproveitar panfletos, rótulos, prospectos. Com o tempo, fui ganhando um mundo deles. De vários lugares, os mais incríveis, coloridos, várias gramaturas, vindos de todos os pontos do planeta.
 Eu acho muito bacana essa possibilidade que o origami traz, de ser feito, com qualquer papel. Então, mesmo numa fila, dentro de um ônibus, num lugar com poucos recursos, sempre há algum papel que se possa aproveitar. Eu os carrego na bolsa, pego de ingressos de teatro a guardanapos.Para cada tipo de origami, algum deles será quase perfeito.
Tenho uma pequena cômoda com gavetas, toda cheia de papéis coloridos. 'As vezes a abro, apenas para olhar, sentir o cheiro, tocá-los. E é tão bom!
Eu tento  evitar ao máximo, o desperdício - é uma filosofia de vida. Então, dobro, redobro, aproveito para papel mache quando já não é possível usá-los para origami.
No final de tarde em que abri os novos papéis  para ver com calma como eram, a poesia que digitei na primeira foto,  me veio 'a cabeça, inteira. Sobre minha mesa, havia apenas um pedacinho de color plus amarelo, todo cheio de anotações. Eu a escrevi num cantinho e só hoje pude retomá-la..

ALEGRIA de ORIGAMISTA

Papéis?
Não:
pequeninas euforias
que serão transformadas
em imensas alegrias
na febre das mãos
que vêm e vão
no ofício dos dias. 
 MKrone

Sei de gente que não gosta da palavra "Origamista', preferindo "Dobrador"; mas eu gosto.  Já vi amplos debates a respeito. Eu prefiro a terminação "ista'. Acho a palavra tão bonita, tem uma música que soa bem, e nela, objeto e discurso estão bem ligados. Procurei ler um pouco a respeito do termo, mas não encontrei muita coisa; no entanto, ao pesquisar sobre sufixos formadores de profissões, encontrei um estudo de Cláudia Assad Alvares, da USP, com uma citação perfeita: 

"Podemos comparar o léxico a uma grande sacola de viagem que o falante nativo carrega consigo aonde quer que vá;  esta sacola é uma perene receptora de palavras e, para cada palavra que entra nessa bolsa, há uma regra que subjaz a ela. Acontece que nem todas as regras são evidentes; muitas estão ali esperando ser descobertas. Basta, pois, que saibamos enxergá´-las."

Então, só hoje, a poesia ganhou nome, e não achei que qualquer outro seria melhor que "Alegria de Origamista", mas aos que se incomodam, há opção de trocar por "Alegria de dobrador", o importante aqui é o prazer, a criatividade e as dobras, vamos lá?

01 fevereiro 2013

PAPEL e PAPYRUS



Papel  Os módulos se firmam uns aos outros apenas com dobras, não é usada cola, como na maioria dos meus origamis. É uma estrela modular, imensamente simples e com um sem número de variações possíveis.Tão simples que custo a acreditar que já não tenha sido inventada antes, mas nunca a vi. Alguém conhecia? Se houver alguma referência, por favor envie para eu retificar. Usa-se cinco módulos para formar cada estrela.

Tutorial (modelo mais fininho - primeira foto):


Tutorial: modelo mais gorducho - segunda foto


Uma das variações possíveis:
Para obtê-la, basta no passo 6 fazer a conexão só até o ponto mostrado na foto:
A mesma variação com apenas mais uma dobra no centro de cada "pétala":

PAPYRUS - A seguir, apresento novas variações, feitas pelos mesmos tutoriais acima,  mas ao contrário de todas as anteriores, essas, levam cola. Apenas um ponto no centro para fechar as pétalas e obter um efeito mais unido. Então, Papyrus usa cola; enquanto Papel sempre encaixa sem cola.

Note que bem no centro, onde as pétalas se unem, há cola.









8/12/2016: no origami há modos e modos de dobrar modelos semelhantes, ou idênticos por caminhos variados. Abaixo, seguem os links para duas estrelas que terão aparência muito similar à que criei, mas não são modulares e seguem por outras dobras.
1- de  STÉPHANE GIGANDETORIGAMI PLUS   que gentilmente me apresentou essas informações: 


e também: 
2-  de ELENA POL