apresentação

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LIVRO ZEN ORIGAMI

Mandalas in action integrantes do LIVRO "ZEN ORIGAMI" no qual estou trabalhando.

26 setembro 2016

GRÁVIDA de PRIMAVERAS

Depois da série quase infindável de sapatos que criei, passei a dobrar roupas. Vestidos, calcinhas, outros encantos e véus - para proteger, para mostrar,  por vezes dizer pelo corpo. Roupas-fantasias nossas de cada dia, discursos, onde ao pensar que nos escondemos, denunciamos identidades.
Acima, o vestido feito com seda rasgada de um antigo caderno de fotografia. Escolhi preservar os círculos por onde passavam os espirais. E viraram barra enfeitada do branco abrigado no sobretudo.
 E no exato ponto onde a fase calçado se alterna, chega esta nova que me fez pensar em Lidiane Siqueira, gestando sua melhor criação e caprichei então num espaço confortável para a barriga.  
 Tutorial: 
1- marque o meio na vertical e na horizontal.
2- leve as duas laterais ao centro, fechando.
3- fica assim
4- vire e calcule a altura indicada, marcando uma m.f.
5 - dobre essa marca para trás.
6- fica assim.
7- novamente leve as duas laterais para o centro.
8 - veja o resultado
9- e introduzindo um dedo na marca com o ponto azul, abra de cada lado em diagonal, até obter a posição indicada na foto seguinte.
10-deslize para fora o papel nas laterais  até o ponto amarelo, tornando o vestidinho mais solto na base
11 vire o papel para abrir também por trás
12- e deslize o papel em diagonal de ambos os lados, como na foto. 
13- agora suspenda levemente a parte superior
14- e dobre as duas pontas internas para fora,
15- encaixando-as por dentro dos bolsos diagonais para não ficarem soltas.
16 - para "levantar" a barriga, faça as marcas em m.f.e v.f. conforme a figura
17 e junte de acordo com a foto. 
18 - ok!

Abaixo, a dobra para a barriga foi em formato de prega. Mais uma opção...



12 setembro 2016

RENOVANDO O GUARDA-ROUPA

RENOVANDO O GUARDA-ROUPA
Primeiro foi preciso dar atenção aos pés, então, investi na sapateira: botas, sandálias, sapatinhos de todos os tipos, até com módulo Lego. Agora, utilizando papéis antigos, hábito que há muito cultivo, seguem alguns novos modelos de vestidos.
Bem comportado... até anjo tem.
 Um para grávidas...
E para o chá da tarde...





05 setembro 2016

KIMONO

KIMONO

Há poucos dias voltei aos meus estudos do papel circular, pois além de amar essa forma, me encanta a possibilidade do encontro de dobras que não esperava. Foi então que criei um kimono estilizado. 

O termo "Kimono", provém do japonês e no seu sentido literal,   significa "coisa para vestir" (ki=vestir  mono=coisa)
Tutorial: 

1-Para obter o círculo usei um compasso de corte que ganhei de presente de meu origamigo Márcio Rebeque, mas você pode usar o fundo de algum objeto redondo como um vidro para desenhá-lo no papel, usando depois uma tesoura.
2- Marque o centro com uma linha vertical e outra horizontal, cruzando o círculo de uma à outra extremidade.
3- Leve as duas laterais ao centro
4-E observe os pontos amarelos que serão usados no próximo passo.
5-Faça uma dobra (v.f.) dos pontos amarelos inferiores de cada lado, convergindo para o ponto amarelo no alto.
6- E agora marque o local onde as extremidades do círculo tangenciam as linhas do passo 5.
7- Dobre para trás ( m.f.)
8- Modelo virado para mostrar o verso.
9- Volte para a posição frontal e refaça as dobras do passo 5.
10-Ao refazer essas dobras, as mangas começarão a aparecer. Leve os dois lados até que se encontrem no centro ( pontos vermelhos).
11- Pode ser feita uma dobra opcional para a gola, seguindo as marcas na foto.
12 - Kimono prontinho!






31 agosto 2016

PLANTEI ORIGAMI

PLANTEI ORIGAMI
 E quem colheu? Sequer imagino, mas penso que seja uma surpresa gostosa estar andando por aí e de repente dar de cara com uma borboletinha colorida de papel em cuja tag vem escrito: "-É sua!"
Essa foi uma intervenção urbana para o Projeto #achei origami. A primeira borboleta tentei deixar na barca que atravessava a baía da Guanabara, mas até o puxador da janela era inclinado, sem apoio. Então, fotografei, mas sabia que não podia ser ali, correndo o risco de voar para a água, poluir e não atingir o objetivo. E foi assim que a primeira delas, amarrei nessa corrente, bem no corredor de passagem, por onde pessoas apressadas entram e saem, mas torcendo para que alguém desacelerasse e parasse ali, se perguntando:
- O ´que é isso?
Na volta, horas mais tarde, ela já voara para outras mãos...Tem sempre alguém mais sereno, mais curioso e que não se atropela... 
 E então cheguei ao Boulevard Olímpico. O balcão de informações foi a próxima parada. E prestem bem atenção: "onde está "Wally?"
Seguindo viagem achei linda essa porta. E de todas, foi a foto que mais gostei. Apesar do tom coral, essa continuava lá quando retornei... ainda não fora vista.
Outra próxima ao mar...
Uma juntinho da Candelária.
 E outra mimetizada com o painel - só para  bons observadores...
    Quem andou de balão passou por aqui. Foi você que a achou?
 E em meio a tanto verde, tive a tentação de deixá-las todas, mas segui o percurso
pois ainda havia paisagens convidando. Fiquei por perto por um tempo após pendurá-la,  só observando. 
Algumas pessoas pararam ali para fotos, saíram e nada notaram. É porque não era delas...

 Mas com o Museu do Amanhã ao fundo, esse dia limpo, céu claro refletindo no espelho d`água... o contraste se faz maior.

 E olhem quem encontro pelo caminho... a cada moeda recebida, ele lentamente se movimentava. Coloquei alguma contribuição na sacola e recebi um cristal colorido, um pequeno rolinho de papel, que desenrolado, trazia um texto dizendo: "Uma palavra de bondade aquece o coração durante três invernos". Bem,,, essa borboleta foi presente. Ele não precisou encontrá-la em canto algum. Era dele e ficou lá feliz por estar em boas mãos.

 Na porta de um dos armazéns do cais deixei mais uma, talvez porque a-d-o-r-o essa palavra: "cais".
E ele estava um luxo, inteiramente colorido


 em contraste a essas linhas retas, tão sérias das construções.
 Um trabalho incrível de Eduardo Kobra, com3 mil metros quadrados remetendo ás etnias gritava pelos muros. 



Mas... não esqueçamos as borboletas para trazer alegria a desconhecidos. E deixei mais uma  lá, aguardando... 
E se deixasse uma lá no alto?
 Para os pássaros?
 Onde, onde, onde?


Tive a impressão de que sobraram caminhos, faltaram origamis...



E prometi a mim mesma plantar mais da próxima vez, pois foi uma vivência incrível, prazerosa, rica.
 Tinha ficado apenas com dois origamis. Antes de partir, meu amigo pediu para ficar com um. Como não deixar? Levou. É daqueles amigos que, escolhido há tanto tempo, mais parece irmão. Cumplicidade  que atravessa décadas.  E chegamos aqui, no Paço Imperial. Eu achava que a exposição terminaria dia 28 e quis novamente aproveitar para passear o olhar nessas janelas que me encantaram  e descobri que até 7 de setembro estará lá (Serendipity).  Só que isso é matéria para outro post. Por enquanto, vou encerrar contando o destino da última borboleta.
 Fui ao toilette, pendurei-a pelo lado de dentro da porta. E olha a hora e o lugar em que alguém irá encontrá-la...
 É que dizem que coisas boas acontecem quando menos esperamos e em lugares inusitados. Então...